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domingo, 9 de setembro de 2012

Aula modernosa

Imagine uma escola sem quadro-negro, em que os alunos não copiam as matérias à mão, não fazem provas impressas, nem precisam carregar livros e cadernos pesados. Eles recebem todo o conteúdo das aulas pela Internet, têm acesso a mapas interativos de diferentes épocas e respondem a questionários virtuais com pontuação instantânea. Este cenário parece um filme futurista, mas já é realidade em algumas escolas norte-americanas, onde todo o material necessário para a aula está no tablet, um intermediário entre o laptop e o smartphone – celular que se conecta à Internet. Nos últimos meses, o aparelho com cerca de meio quilo começou a ganhar espaço em países como Índia, Tailândia, Coreia do Sul e... Brasil. Por aqui, a maior novidade é a decisão do Ministério da Educação (MEC) de investir cerca de R$ 150 milhões na compra de 600.000 tablets, que serão entregues no segundo semestre a professores do ensino médio de escolas públicas. Os alunos de Pernambuco já estão recebendo 156.000 tablets, e os de São Paulo, a partir de 2015, devem ganhar tablets, laptops ou outro aparelho que surja até lá. No Rio Grande do Sul, os investimentos são mais cautelosos. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) acaba de criar um projeto piloto na Escola Estadual de Ensino Fundamental Stella Maris, em Alvorada, região metropolitana de Porto Alegre. “Estamos avaliando se é melhor distribuir os tablets a alunos ou a professores, e não sabemos se este será o aparelho usado no futuro. De qualquer modo, o investimento é inadiável. Os professores que não levam a sério o uso de tecnologia são omissos em dialogar com o mundo em que as crianças vivem”, afirma Ana Cláudia Figueroa, diretora do Departamento de Logística e Suprimentos da Seduc. Por enquanto, somente a professora de Ciências, Joseane Níquel, que já tinha conhecimento prévio, está fazendo experiências com os alunos. “O atrativo para eles é poder tocar o tablet, então busco sites interativos. Meu aparelho vai rodando pela sala, o que leva tempo, mas compensa. Estamos na era da informática. Por mais pobres que sejam, as crianças têm acesso a um computador ou celular”, conta Joseane. Algumas escolas particulares também entraram na onda tecnológica. No Rio de Janeiro, a Rede MV1 ofereceu aos alunos do ensino médio a opção de adquirir o material didático em versão para tablet. “O conteúdo sai pelo menos 30% mais barato do que no papel. Em breve, vamos investir também na criação de aplicativos, principalmente visando à preparação para o Enem”, explica Michelle Portugal, diretora de Marketing da rede. Ainda que a expansão do uso dos tablets seja recente, o investimento em tecnologia não é nenhuma novidade. Pelo menos desde 1997, o MEC instala laboratórios de informática nas escolas públicas por meio do Programa Nacional de Tecnologia Educacional. Essa e outras iniciativas podem ser grandes aliadas no ensino de História. “Há quem diga que cerca de 90% das fontes históricas estarão na Internet daqui a 40 anos”, afirma Beth Holland, consultora daEdTechTeacher, empresa que oferece cursos como o workshop Teaching History with Technology (Ensinando História com Tecnologia) a professores nos Estados Unidos. Para Beth, que fez mestrado em Tecnologia, Inovação e Educação na Universidade de Harvard, o livro digital, ou e-book, terá papel importante nesse processo. “Se o e-book inclui conteúdos fundamentais, várias atividades interativas e permite que alunos e professores se conectem e compartilhem dados, não é possível que ele se torne essencial para o aprendizado em sala? Nós vamos abraçar ou lutar contra esse cenário?”, questiona. Para quem sabe inglês, já existem muitos aplicativos disponíveis na Internet. E vem mais por aí. A norte-americana Apple anunciou em janeiro que cerca de um milhão e meio de iPads, produzidos desde 2010, estão sendo usados em instituições de ensino pelo mundo. A empresa entrou este ano no mercado de livros didáticos digitais e lançou o aplicativo iBooks, que permite a qualquer um criar livros com galerias de fotos, filmes, objetos em três dimensões e apresentações interativas. Outros aplicativos interessantes têm um calendário com os principais eventos históricos de cada dia e até detalhes da Guerra de Secessão (1861-1865), com mais de 1.000 fotografias, apresentações multimídia, mapas e artigos. Mesmo com todas essas vantagens, os tablets despertam algumas preocupações. Para Silvana Vargas, chefe do Departamento de História do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, um dos riscos é afastar os professores da elaboração de conteúdos. “Esses aparelhos oferecem possibilidade de trabalho interessante na pesquisa dirigida, em atividades com jogos digitais e com imagens em movimento. Mas, por trazerem materiais prontos, podem dissociar os professores da produção didática. Sugestões e indicações são sempre bem-vindas, mas em um contexto de apropriação coletiva e de transformação”, diz. No entanto, segundo Cristiane Costa, coordenadora do curso de Jornalismo da UFRJ e criadora do curso Publishing Management na Fundação Getulio Vargas, não é difícil produzir conteúdos, ainda que enriquecidos com mídias. “Teremos cada vez mais possibilidades, como os livros digitais chamados enhanced books. Eles têm links, vídeos interativos, permitem uma experiência completamente diferente e são simples de fazer. Não vai existir conteúdo sem tablets, nem tablets sem conteúdo. Alguém tem que dar o primeiro passo. Começam a surgir iniciativas voltadas para a educação no mercado nacional de e-books e já existem muitos livros em domínio público. Sem contar que a Amazon e a Apple estão se instalando no Brasil, então tudo deve baixar de preço em breve”, defende ela. A maior inquietação parece ser quanto à metodologia utilizada em aula. Afinal, treinar professores e comprar equipamentos não garante que a tecnologia vá contribuir para a melhoria do ensino. Então, como fazer com que o tablet não seja apenas o quadro-negro do século XXI? “Nas mãos do 'desavisado' professor, o aparelho é apenas um giz diferente. Na verdade, o mais importante não mudou e dificilmente mudará: as metodologias, o ambiente e as formas de ensino. Embora existam autores mais entusiasmados, as tecnologias não têm dado conta de melhorar efetivamente o aprendizado”, diz o pedagogo Lúcio Eduardo Darelli, que desenvolve tese no programa de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC e é um dos fundadores do primeiro telecentro (uma espécie de laboratório de informática comunitário) da América Latina, em Brusque, Santa Catarina. O tablet também vai enfrentar resistência daqueles que julgam não ser este o melhor momento para tamanho investimento em tecnologia. Há críticas às atuais condições das escolas e dos professores, que ainda não estariam aptos a lidar com a novidade. “Esses instrumentos são muito bem-vindos, mas os professores não estão preparados. Muitos aqui sequer levam os alunos às salas de informática, porque não sabem mexer nos computadores. A maioria dos professores está sobrecarregada e não tem como se atualizar nas tecnologias. O interesse de muitos não chega nem à biblioteca”, critica Maria de Lourdes Gonçalves, professora de Filosofia em uma escola estadual de São Paulo. A professora de História Séphora Freitas, da rede estadual de Pernambuco, faz reclamações parecidas. “Temos turmas superlotadas, sem ventilação suficiente, e professores sem formação continuada, que fazem jornadas duplas ou triplas para compensar o salário. Quando tivermos profissionais valorizados e salas confortáveis, o tablet será bem-vindo”, afirma. Séphora denuncia o descaso com aparelhos de televisão, de DVD e com computadores, que estão frequentemente quebrados. Como então será a manutenção dos milhares de tablets? Como controlar o uso dos alunos em sala? Estas são questões que continuam sem resposta. Em meio a tantas incertezas, a chefe do Departamento de História do Colégio Pedro II acredita que ostablets não podem substituir o livro. “Os tablets podem ser usados como material de trabalho acessório, mas não único, pois existem métodos de motivação em que uma pergunta pode causar mais impacto do que muitos equipamentos”, diz Silvana. Talvez o investimento somente em tecnologia seja uma ilusão. Ainda no início do século XX, Thomas Edison (1847-1931), inventor da lâmpada elétrica, havia anunciado que os filmes, novidade na época, substituiriam os livros. Um século depois, os tablets aparecem com ares de revolução. Mas o investimento em objetos ainda não pode substituir o que é fundamental na área: pessoas capazes de refletir sobre conteúdos. http://www.revistadehistoria.com.br/

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ensino fundamental e Médio no Brasil ainda trabalha à moda antiga

No mundo da TV de LCD, do telefone touchscreen, da conexão de internet banda larga, escolas de ensino fundamental e médio no Brasil ainda trabalham à moda antiga. Soma-se aos problemas arquitetônicos a falta de equipamentos que tornem a aula interessante aos olhos dos alunos. Centros de informática, por exemplo, pelos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), só está presente em 44% das escolas públicas de ensino fundamental. No caso dos laboratórios de ciências, a situação é ainda pior. Nem 8% dos estabelecimentos até o 9º ano contam com o espaço. Na parte física, há escassez de quadras esportivas e bibliotecas (veja infográfico). A falta de recursos, além de limitar o desenvolvimento do aluno, também inibe o potencial criativo do docente para preparar as aulas. “O professor do futuro é o da lousa inteligente, do computador, da televisão. Hoje, a escola não fascina os alunos. Obrigar um garoto, nos dias atuais, a assistir uma aula de giz é pedir demais a ele”, afirma o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que foi ministro da Educação em 2003, no início do governo Lula. “Equipar bem a escola é fundamental. Defendo que esses equipamentos sejam federais.” Manifesto criado há 80 anos para avançar na educação avançou pouco No país que escalou posições em termos econômicos, tirou milhares da pobreza extrema e conseguiu solidificar suas instituições democráticas, a constatação feita 80 anos atrás, no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, continua atual. “Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação”, começava o documento histórico, marco do movimento brasileiro que definiu, em 1932, as bases para a construção de uma escola pública de qualidade. Oito décadas depois da carta aberta assinada por notáveis como Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo e Cecília Meireles, as propostas lançadas, até hoje consideradas fundamentais para uma reforma educacional de verdade, tiveram avanços tímidos. Embora o acesso à educação tenha melhorado com 98% das crianças de 7 a 14 anos matriculadas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qualidade do ensino não evoluiu no mesmo ritmo. E temas defendidos ainda pelos pensadores da Educação Nova — como escola integral, valorização do professor e instalações de qualidade para a aprendizagem — são reavivados de tempos em tempos pelos governos e pela sociedade. “O manifesto trouxe uma ideia de planejamento absolutamente inédita naquele momento da história brasileira. Mas esse grande objetivo foi derrotado. Hoje, vivemos de improviso no campo da educação”, lamenta Romualdo Portela de Oliveira, professor de política educacional na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, a “única vitória” nesses 80 anos é que os temas continuam em discussão. Disponível em: http://www.correaneto.com.br

domingo, 5 de agosto de 2012

Inauguração da Escola Estadual Jacinta Carvalho

PROAMAPÁ Educação: governador Camilo Capiberibe inaugura Escola Estadual Jacinta Carvalho Durante inauguração da Escola Jacinta Carvalho, governador ressaltou que o colégio é fruto de um ano e meio de planejamento e organização do Estado (Foto: Márcia do Carmo) O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, inaugurou nesta quarta-feira, 1º de agosto, no bairro Vale Verde, distrito de Fazendinha, a Escola Estadual Professora Jacinta Carvalho. A obra da instituição de ensino estava paralisada desde 2009 e foi retomada pela atual gestão estadual. O investimento do governo do Estado na obra, que faz parte do conjunto de ações do PROAMAPÁ, já com aditivos, é da ordem de R$ 4.395.485,81 e foi construída com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com o secretário de Estado da Educação (Seed), Adalberto Carvalho, a escola, que conta com 16 salas de aula, quadra poliesportiva, refeitório, sala de informática, auditório e bloco administrativo, vai ofertar cerca de duas mil vagas para alunos de 5º a 8º ano do ensino fundamental do distrito de Fazendinha, em especial aos do Vale Verde e Chefe Clodoaldo. Ele disse ainda que a instituição de ensino passou por algumas adequações que não constavam no projeto original e que está pronta para servir a comunidade. \"A escola é toda climatizada e estruturada. Ela tem capacidade para 1.700 alunos, nos três turnos. A nova instituição melhorará as condições da educação desta comunidade\", destacou o secretário Adalberto Carvalho. Segundo o titular da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), Joel Banha, a obra estava com o percentual de execução de apenas 34,41%. Com a retomada dos trabalhos em abril de 2011, o governo do Estado colocou a escola na lista de prioridades do PROAMAPÁ Educação. O governador ressaltou que a escola, a exemplo de uma série de investimentos em todo o Amapá, é fruto de um ano e meio de planejamento e organização do Estado. \"Entregar uma escola bonita, equipada e climatizada é oferecer uma estrutura adequada a toda a comunidade de Fazendinha. Além dos estudantes, os professores terão um ótimo ambiente para desenvolver suas atividades. Isso é trazer qualidade para a Educação e dignidade para os cidadãos. Esse é o nosso dever, promover a melhoria de vida da nossa população\", avaliou o governador. O reconhecimento dos moradores O presidente da Associação de Moradores do Vale Verde, Aílton Dias, lembrou que o governador prometeu que a comunidade teria uma escola digna e honrou seu compromisso com os moradores do bairro. \"A inauguração desta escola é um sonho da nossa comunidade sendo realizado. Agradecemos a sensibilidade do governador por investir na educação de nossas crianças\", salientou Aílton Dias. Homenagem póstuma Por sugestão do próprio governador Camilo Capiberibe, o nome da Escola é uma homenagem à ex-secretária de Estado da Comunicação, Jacinta Maria de Carvalho Gonçalves, falecida no dia 4 de dezembro de 2011, vítima de uma infecção generalizada causada por um vírus desconhecido, que lhe atingiu o pulmão e posteriormente o coração. O projeto de Lei 1693 de 04 de julho de 2012 foi apresentado à Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Agnaldo Balieiro. \"Essa é uma homenagem à nossa ex-secretária, que nos deixou muito cedo e tão jovem, com apenas 34 anos. Jacinta Carvalho foi uma excelente gestora, fez um belíssimo trabalho e contribuiu bastante para a nossa gestão\", afirmou o governador. Jacinta Carvalho Jacinta Maria Rodrigues de Carvalho nasceu no dia 05 de fevereiro de 1977, na cidade de Macapá (AP), filha de Vicente da Silva Carvalho e Dalva Rodrigues de Carvalho, foi a 6ª filha em um total de nove filhos do casal, tinha 34 anos de idade, era mãe de dois filhos. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, teve curso superior sequencial em Marketing e comunicação e era especialista em Educação Ambiental e Metodologia do Ensino Superior. Jacinta Carvalho foi professora do quadro do Estado por mais de 15 anos, e estava exercendo a função de Secretária de Estado da Comunicação quando faleceu. \"O nome de Jacinta Carvalho é uma justa homenagem, pois ela, além de professora universitária, inclusive de muitos jornalistas aqui no Estado, era professora da Escola Estadual Mário Quirino\", comemorou o secretário Adalberto Carvalho. O agradecimento da família A irmã de Jacinta Carvalho, Cleide Carvalho Lopes, agradeceu a homenagem prestada à falecida professora e ex-secretária. \"Jacinta era uma pessoa muito dedicada ao magistério e comunicação, dinâmica, trabalhadora e contribuiu muito para essa gestão. Acreditamos que ela está feliz em nomear esta bela escola. Estamos honrados com a justa homenagem\", ponderou Cleide Carvalho Lopes. Elton Tavares/Secom Assessor de Comunicação Social Secretaria de Estado da Comunicação Social

terça-feira, 3 de abril de 2012

HOMENAGEM AS MULHERES

HOMENAGEM AS MULHERES PELO SEU DIA (Professoras, funcionárias e alunas da escola)

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



















HOMENAGEM AS MULHERES PELO SEU DIA (Professoras, funcionárias e alunas)
A escola estadual Mário Quirino, faz uma singela homenagem pela passagem do Dia Internacional da Mulher, apresentação de videos e  uma bela peça teatral. Iniciativa da profª. Eunice Cristiane.Parabens a todas as mulheres!


POSSE DA NOVA DIRETORA DA E.E.M.Q.S


 POSSE DA NOVA DIRETORA DA  E.E.MÁRIO QUIRINO DA SILVA
 
    Dia 02 de abril de 2012, (segunda-feira), foi realizado o cerimonial de posse da sra. Selma Lopes Nascimento (diretora) e a sra. Ana Carolina do Amaral Lima (diretora adjunta).



































Professores assistem ansiosos e com bastante expectativa.













Secretária escolar (Jane), dando boas vindas a nova direção.